segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Depoimento a Lígia C.P.


13 anos... O tempo não parece ser refletido
quando falamos de amizade... Principalmente uma como a nossa.

Uma amizade criada e cultivada na Oca

Houve muita Risada, principalmente com suas
piadinhas toscas as quais todos da sala riam discretamente; houve planos, como
a nossa viajem; Houve tanta coisa (boas, principalmente) que serão relembradas,
re-ridas e repensadas.

Trocamos diversas ideias (agora sem acento), falamos
bobagens, falamos sério, mandamos emoticons, Fumamos... opa! Isso não!

Sempre me lembro de eu enchendo seu saco pra ver
se minha redação tava boa, e você sempre virando do nada e começando a cantar músicas
anônimas em Inglês...

Todas as pessoas que entraram na minha história (que por enquanto é apenas uma
pequena redação) fizeram um papel, mas você fez mais que apenas um papel na minha
vida, você fez um Livro inteiro!

Não quero sentir saudades de você após ter saído da Oca..., pois quero conversar com você todo dia e continuar a te torrar o saco com minhas teorias confusas

Espero que esse depoimento não seja o epitáfio da nossa amizade, mas apenas parte do
Prefácio desta.


por: Fernandinho Cribeirabal

domingo, 20 de dezembro de 2009

Depoimento a Fernandinho Cribeirabal



Quem diria,que ali naquela escola,passariamos os melhores anos de nossas vidas,e o melhor,juntos.
Tantas viagens,tantos sonhos que ainda tem chances de se tornarem reais,algumas DISCUSSÕES,muitos CONSELHOS,e o mais importante muita CONFIANÇA.
COMPARTILHAMOS nossos ídolos,nossa músicas favoritas, e também SEGREDOS que contamos um ao outro sem mesmo contar primeiro as "meninas ou aos meninos",como manda o padrão.
Admiramos pessoas, temos pensamentos críticos enquanto a maioria segue o óbvio,a própria maioria.Claro que as vezes não concordamos, e isso é o barato.
Quem de nós dois vai esquecer as conversas de Ouro Preto,as conversas do NR,as vezes que queriamos pirar,sendo que os problemas até eram fáceis de se resolver ... Não,nenhum de nós vamos esquecer.
12 ANOS DE CONVIVENCIA junto, é difil de se ver.12 ANOS DE AMIZADE DE VERDADE,mais difícil ainda.
Fer,féra,haha, EU TE AMO.
Mesmo sabendo que não poderemos mais juntar as CARTEIRAS e dar boas RISADAS,nos DIVERTIR durante as aulas,eu espero que nada disso mude,porque você é muito importante pra mim,e não se tira pessoas de sua vida assim.
nossa oitava,essa já se foi.
mas nossas outras series,mesmo separados,PROMETE.

Por: Lígia Clarindo Pinto

"Cuide bem do seu amor, seja quem for"


É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada
cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o a volta, o coletivo.
Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas… uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Deus permita que ele volte do coma sem seqüelas. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
"Cuide bem do seu amor, seja quem for"

Homenagem a Roberto Valério da Silva



Parece que saiu de um livro
provavelmente ficção
mas não é
juro, não é não

sem pressa
é Valerinho
aquele que se lembra de tudo
da grécia, do el niño
do himalaia
dos pampas
é Valerinho
vestindo traje simples
de infinita lembrança
sob o boné colorido
um sorriso de criança

de cigarro no bolso
é Valerinho
aquele que se lembra de tudo
dos pepinos, dos detalhes
das batalhas
dos cretinos
é Valerinho
passeando de chevette
que é modesto mas não falha
é elegante e muito simpático
humilde e cativante
um reflexo do dono
e tanto quanto esfumaçante

parceiro pra qualquer assunto
é Valerinho
aquele que se lembra de tudo
dos amigos, dos momentos
das aulas
dos alunos
é Roberto
mas garanto
garanto que é certo
tudo o que ele lembra
a memória imensa que ele tem
é tão pequenininha
perto do que nos lembraremos
do incrível homem de Torrinha




Escrito por Gabriel Rovina
Recitado por Jessica Cardili
Formatura Sapiens Araraquara,
18 de dezembro de 2009

E essa canção vira escola, e é viva por ter paixão!

Lembro-me dos tempos em que tudo era terra, areia e brinquedão. No laguinho dos patos, que nas brincadeiras imaginárias de crianças inocentes, se transformavam em um verdadeiro e belo lago de cisnes. Os pneus ocos e cheios de terra, que viravam rodas de um grande trator, ou continuavam sendo apenas pneus furados, que rodavam e rodavam brincadeiras entre os espaços vazios do patio. As fantasias, essas sim transformavam uma sala cercada por paredes de madeira do lado do refeitório, em verdadeiros castelos encantados, onde as princesas teriam de fugir de um terrível dragão e que com uma espada fincada em seu coração seria derrotado pelo príncipe encantado. Ouço em meus ouvidos as risadas de crianças alegres, os gritos de: "pega! pega ele!", ou as falas que, as vezes de ciúmes, se davam por uma conversa entre uma menina e um menino : " Ta namorando, ta namorando!". Cheiro a sopa de letrinha dos famosos acantonamentos, em que todos se juntavam nas salas, e com suas pelúcias e sacos de durmir deixavam de ser colegas de turma, para passarem a ser verdadeiros amigos, e que poderiam finalmente contar aos pais, tios e avós, que durmiram muito tarde, as onze horas de uma noite de sexta de céu aberto, e que descubriram muitas novas e interessantes curiosidades sobre as estrelas. Vejo as cores. As cores de um calendário, que de segunda à sexta alimentava e divertia a mente de crianças sujas de terra. Nos uniformes vejo as cores que nos lembravam o que era viver, que nos diziam: Viva! E choro quando vejo o rosto de cada criança saindo do portão de ferro pintado de branco, quando ouço Seu Luís dizer: “tchau tchau, não esquece que amanha é dia de fantasia!”. Choro quando vejo um sorriso de lado á lado do rosto de cada um, daquelas muitas e muitas crianças que de lá criam seus caminhos. E canto: “Pinta logo amarelinho, de repente amarelão, ainda pouco e já laranja, e azuleja num clarão. Avermelha sem vergonha, verde cresce sabidão. Garatuja vira letra, e choro vira canção. Me arrepio no último verso, e choro muito mais do que sempre chorei: “ E essa canção vira escola, e é viva por ter paixão!”


por @caiohorowiicz

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