por @caiohorowiicz
domingo, 20 de dezembro de 2009
E essa canção vira escola, e é viva por ter paixão!
Lembro-me dos tempos em que tudo era terra, areia e brinquedão. No laguinho dos patos, que nas brincadeiras imaginárias de crianças inocentes, se transformavam em um verdadeiro e belo lago de cisnes. Os pneus ocos e cheios de terra, que viravam rodas de um grande trator, ou continuavam sendo apenas pneus furados, que rodavam e rodavam brincadeiras entre os espaços vazios do patio. As fantasias, essas sim transformavam uma sala cercada por paredes de madeira do lado do refeitório, em verdadeiros castelos encantados, onde as princesas teriam de fugir de um terrível dragão e que com uma espada fincada em seu coração seria derrotado pelo príncipe encantado. Ouço em meus ouvidos as risadas de crianças alegres, os gritos de: "pega! pega ele!", ou as falas que, as vezes de ciúmes, se davam por uma conversa entre uma menina e um menino : " Ta namorando, ta namorando!". Cheiro a sopa de letrinha dos famosos acantonamentos, em que todos se juntavam nas salas, e com suas pelúcias e sacos de durmir deixavam de ser colegas de turma, para passarem a ser verdadeiros amigos, e que poderiam finalmente contar aos pais, tios e avós, que durmiram muito tarde, as onze horas de uma noite de sexta de céu aberto, e que descubriram muitas novas e interessantes curiosidades sobre as estrelas. Vejo as cores. As cores de um calendário, que de segunda à sexta alimentava e divertia a mente de crianças sujas de terra. Nos uniformes vejo as cores que nos lembravam o que era viver, que nos diziam: Viva! E choro quando vejo o rosto de cada criança saindo do portão de ferro pintado de branco, quando ouço Seu Luís dizer: “tchau tchau, não esquece que amanha é dia de fantasia!”. Choro quando vejo um sorriso de lado á lado do rosto de cada um, daquelas muitas e muitas crianças que de lá criam seus caminhos. E canto: “Pinta logo amarelinho, de repente amarelão, ainda pouco e já laranja, e azuleja num clarão. Avermelha sem vergonha, verde cresce sabidão. Garatuja vira letra, e choro vira canção. Me arrepio no último verso, e choro muito mais do que sempre chorei: “ E essa canção vira escola, e é viva por ter paixão!”
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Caio, nao sei se você lembra de mim, mas eu era colega do Bruno, seu irmão la na viva, Marina Bento.
ResponderExcluirParabéns pelo texto lindo que voce escreveu sobre a nossa escola, que merece sempre ser lembrada com muito carinho!
eu estava procurando a letra da música da Escola Viva, achei esse seu post, e quase chorei lendo! parabens mesmo! voce conseguiu escrever os verdadeiros sentimentos de ser um aluno da Viva!
Beijos